Após eliminação na Libertadores, Zé Ricardo é pressionado no Flamengo

19/05/2017 - 15:01

O Flamengo tinha sua classificação para as oitavas de final da Copa Libertadores da América praticamente garantida. Para ser eliminado, precisaria perder para o San Lorenzo em Buenos Aires e o Atlético Paranaense vencer a Universidad Católica em Santiago. Para infelicidade geral da nação rubro-negra, foi exatamente esta a combinação ocorrida. Pior, no final do primeiro tempo, os resultados eram amplamente favoráveis ao Mais Querido, pois vencia o time argentino, com gol de Rodinei, enquanto a equipe chilena ia batendo o Furacão. Uma pane nos minutos finais derrubou o Rubro-negro que perdeu de virada por 2 a 1 para o San Lorenzo-ARG, no estádio Nuevo Gasómetro, com gols de Angeleri e Belluschi – este último aos 47 minutos do segundo tempo.

Zé Ricardo, jovem técnico do Flamengo, fica com o cargo ameaçado após a desclassificação da equipe. Os erros do comandante que causaram a eliminação, serão divididos internamente no clube. A diretoria banca a continuidade do trabalho, apesar de crescente pressão sobre o jovem treinador. E entende que a responsabilidade é compartilhada com toda a comissão técnica. É realmente curioso, o fato de que com um elenco caro e considerado um dos melhores do Brasil, Zé Rircado não consegue armar um time que passe de uma primeira fase de libertadores.  

Embora a inexperiência pese contra, Zé Ricardo tem crédito com a direção por ter reconstruído um time em menos de um ano, que acabou campeão Estadual. No entanto, nas horas decisivas na Libertadores, as escalações e substituições falharam. Mantendo-se preso ao esquema tático encontrado, Zé não ousou e, pelo contrário, se acovardou nos jogos fora de casa, especialmente contra o San Lorenzo. 

Sacar Matheus Sávio, de 20 anos, com Ederson recuperado no banco, foi o principal equívoco, que gerou a virada argentina. Antes,  o técnico recuou o time com Rômulo na vaga de Berrío e Juan no fim na de Everton. Ao colocar mais um zagueiro nos minutos finais, a equipe se resignou a apenas rebater, abriu mão da posse de bola e cedeu mais de 80 metros de campo a um time argentino que operava no abafa. Isso foi a gota d'água. 


- Nossa ideia era a melhorar a posse, a entrada do Romulo e do Matheus foi para isso. No final, a subida do Angelleri fez com que botássemos o Juan. O gol acabou saindo pelo chão, numa jogada muito rápida - justificou o técnico.

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